“Qual é mais fácil? dizer:
Os teus pecados te são perdoados;
ou dizer: Levanta-te, e anda?”.
(Lucas 05:23).
- Conheci uma jovem usuária de Crack que além de se drogar, se prostituía para sustentar seu vício. - Ela não sabia ler e nem escrever, tinha uns 14 anos de idade e andava maltrapilho dia e noite pelas ruas da minha cidade.
- Senti compaixão dela e resolvi conversar com ela.
- Disse-lhe que a via passar todos os dias fumando Crack e gostaria que ela me falasse se existia alguma coisa que eu pudesse lhe ajudar.
- Ela respondeu que não existia outra coisa que pudesse fazer por ela, a não ser lhe dar algum dinheiro para comprar drogas.
- Ela disse: “Estou fissurada para fumar uma pedra, e faço qualquer coisa para matar minha fissura.”.
- Imagine a vida de uma menina de 14 ou 15 anos disposta a fazer qualquer coisa em troca de uma pedra de Crack que valeria no máximo cinco reais...
- Perguntei para ela se podia me contar sua vida, se havia algum motivo específico para ela viver daquele jeito.
- Ela me olhou no fundo dos meus olhos e começou a me contar sua história enquanto raspava seu cachimbo de fumar Crack.
- Ela contou-me que sua mãe era surda e muda, elas moravam no interior onde existiam poucos recursos.
- Ela nunca havia conhecido seu pai; ele deve ter sido destes homens que se aproveitam de mulheres simples e frágeis, daqueles que abusam tais mulheres, as engravidam e vão embora...
- A Paulinha (nome fictício), continuou sua história dizendo que aos sete anos de idade, foi abusada sexualmente por seu irmão mais velho.
- Ela disse que quase todas as noites ele vinha para caminha dela, colocava as mãos na boca dela e abusava sexualmente dela.
- Com sete anos de idade, vivendo naquele lugar distante, ela não sabia exatamente o que o irmão fazia com ela, ela só sabia que sentia muita dor e medo.
- Com nove anos de idade ela resolveu contar para sua mãe, mas sua mãe bateu nela.
- Quando seu irmão chegou a casa e ficou sabendo que ela tinha contado, também bateu nela.
- Ela disse-me que com nove anos de idade, ela saiu de casa e estava desde então vivendo na rua, consumindo Crack e se prostituindo.
- Ao terminar sua história ela me perguntou:
- E aí seu crente, o que tu faria no meu lugar?
- Eu pensei em orientá-la a perdoar, mas quando me coloquei no lugar dela, me calei.
- Me imaginei num quarto escuro morrendo de medo do meu próprio irmão.
- Fiquei imaginando a dor e o medo que uma criança de sete anos deve ter sentido, e me calei.
- Sai dali com a sensação de ter sido derrotado pela minha própria humanidade.
- Ao me colocar no lugar dela, descobri que talvez minha reação fosse pior ainda do que a dela.
- Talvez eu também me vingasse em mim mesmo como ela faz consigo mesma...
- Pensei em lhe falar sobre como seria bom se ela perdoasse seu pai, sua mãe, seu irmão e a ela mesma, mas me calei.
- Lembrei de Jesus dizendo:
“Qual é mais fácil?
dizer: Os teus pecados te são perdoados;
ou dizer: Levanta-te, e anda?”.
(Lucas 05:23).
- Olhei para aquela jovem caída e paralisada pelos horrores de uma infância subtraída e não tive a força para ajudá-la a se reerguer na vida.
- Ainda hoje, vez em quando avisto a Paulinha com seu cachimbo pelas ruas, e ainda sinto a mesma sensação de impotência que senti naquele dia.
- Naquele dia eu acreditei que eu podia fazer algo por ela e pelo mundo, mas depois daquele dia descobri que somente Jesus pode restaurar a vida da Paulinha e modificar este mundo.
- Eu não consigo.
- Eu oro por ela e peço pra você orar também, mas ordená-la que se levante e volte andar, só Jesus Cristo amado (a).
- Em uma conversa de dez minutos, um homem pequeno e fraco como eu, não consegue desfazer todo o estrago que existia na vida daquela criança.
- Mas sei que Jesus ama aquela jovem e pode salvá-la.
- Tenho certeza que Jesus ama todos os jovens que se drogam e se prostituem.
- Ama aqueles que roubam e matam em troca de cinco reais.
- E por isto amado (a), eu peço que hoje você ore por eles.
- Eu não desisti da Paulinha, apenas estou pedindo ajuda à igreja de Jesus Cristo para que a nossa oração possa restaurar a vida dela e de tantas outras crianças que estão morrendo sem o perdão oferecido por Cristo Jesus.
- Por isso amado (a), se possível, hoje não ore por você, ore pela salvação das “Paulinhas” que existem por este mundo de trevas, dor e medo.
- Eu sei e Deus sabe que você precisa de casa própria e carro novo, mas não se esqueça de orar por nossas crianças, pois a nossa oração tem muito efeito:
"Confessai as vossas culpas uns aos outros,
e orai uns pelos outros, para que sareis.
A oração feita por um justo
pode muito em seus efeitos.".
(Tiago 05:16).
- A oração de um justo pode muito em seus efeitos amados, e é por isto que me sinto na obrigação de pedir que me ajudem a orar por elas, as nossas crianças:
“Perseverai em oração,
velando nela com ação de graças;
Orando também juntamente por nós,
para que Deus nos abra a porta da palavra,
a fim de falarmos do mistério de Cristo,
pelo qual estou também preso;
Para que o manifeste,
como me convém falar.”.
(Colossenses 04:02-04).
- Orem por mim, para que o SENHOR me dê outra chance com a Paulinha, e que da próxima vez Ele me dê à palavra certa para convencê-la a perdoar todo o mal que fizeram a ela.
- Ore por nós pregadores, para que o SENHOR nos abra a porta da Palavra, a fim de pregar o Evangelho como convém.
- Enquanto para algumas pessoas o maior desafio seja ganhar muito dinheiro, para nós que servimos a Cristo é recuperar almas para o Reino do Pai.
- Eu gostaria de ver a Paulinha na glória do Pai!
OREMOS:
“SENHOR,
dê-nos a força necessária
para assim como tu fizeste,
também tenhamos amor e coragem suficientes,
para deixarmos as noventa e nove ovelhas
e irmos atrás daquela que está perdida.
Amém!”.
“A ÚNICA VERDADE QUE LIBERTA É A DE DEUS
AS OUTRAS APENAS MACHUCAM”
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